(21) 9821-54797
Orçamento por Whatsapp
Artigos

Por que alguns tratamentos terapêuticos não funcionam?

Por que alguns tratamentos terapêuticos não funcionam?

Limites dos modelos convencionais e a necessidade de uma abordagem multidimensional do sofrimento humano

 

1. Introdução

Apesar dos avanços significativos nas áreas da psicologia, psiquiatria e das terapias integrativas, observa-se um contingente expressivo de indivíduos que permanecem em sofrimento psíquico crônico, mesmo após anos de acompanhamento terapêutico. Ansiedade persistente, depressão recorrente, insônia resistente, dores crônicas sem etiologia definida, crises emocionais, compulsões, pensamentos obsessivos e uma sensação contínua de vazio existencial figuram entre os sintomas mais frequentemente relatados.

Essa constatação conduz a uma questão incômoda, porém necessária: por que alguns tratamentos terapêuticos não produzem resultados duradouros? A resposta a essa pergunta exige ultrapassar explicações simplistas que atribuem o fracasso terapêutico exclusivamente ao paciente ou à atuação profissional. Na maioria dos casos, o insucesso não decorre de má adesão ao tratamento nem de imperícia técnica, mas de um equívoco no nível em que a causa do sofrimento é abordada.

 

2. Tratamento do efeito versus tratamento da causa

Os modelos terapêuticos predominantes concentram-se, em grande parte, naquilo que é observável e mensurável: pensamentos disfuncionais, comportamentos inadequados, alterações neuroquímicas e padrões cognitivos desadaptativos. Quando o sofrimento tem origem estritamente orgânica, situacional ou circunstancial, tais abordagens demonstram elevada eficácia.

Entretanto, quando os sintomas emergem de registros emocionais profundos, traumas não elaborados, memórias inconscientes persistentes ou fatores não orgânicos, o tratamento tende a produzir apenas alívio parcial ou temporário. O sintoma pode regredir momentaneamente, mas frequentemente retorna sob outra forma, intensidade ou denominação clínica, indicando que sua fonte geradora permanece ativa.

 

3. O cérebro como mediador, não como origem absoluta

Durante décadas, a compreensão dos transtornos mentais esteve quase exclusivamente ancorada no paradigma cerebral. Disfunções neuronais, desequilíbrios bioquímicos, fatores genéticos e experiências traumáticas foram tratados como causas primárias de quadros como ansiedade, depressão, pânico e compulsões.

Contudo, a observação clínica longitudinal revela que nem todo sintoma que se manifesta no cérebro se origina nele. O cérebro pode ser compreendido como um sistema de processamento e expressão, análogo a um receptor que traduz sinais provenientes de diferentes níveis da experiência humana. Assim como um rádio não cria a música, mas a decodifica, o cérebro frequentemente reage a estímulos cuja origem se encontra fora do campo estritamente neurológico.

 

4. Indicadores de que o sintoma não é exclusivamente cerebral

A prática clínica aponta para sinais recorrentes que sugerem uma origem não puramente neurológica do sofrimento, entre eles:

  • Insônia resistente a diferentes classes de medicamentos
  • Cansaço persistente sem correlação clínica objetiva
  • Dificuldade de concentração prolongada
  • Pensamentos intrusivos recorrentes
  • Ansiedade sem causa identificável
  • Sensação contínua de vigilância ou presença
  • Oscilações emocionais abruptas
  • Dores corporais migratórias
  • Transtornos que se transformam, mas não se extinguem

Nessas condições, o cérebro manifesta a resposta, mas não é a causa do processo patológico.

 

5. O inconsciente emocional como campo gerador de sintomas

Além da memória racional e dos conteúdos conscientes, o ser humano possui um inconsciente emocional profundo, no qual se acumulam experiências marcadas por intensa carga afetiva. Culpa, medo, abandono, ódio, traumas e conflitos não resolvidos estruturam núcleos emocionais ativos, que não se restringem ao tempo presente nem à biografia consciente.

Esses núcleos funcionam como campos geradores de estímulos contínuos. Quando ativados, mantêm o organismo em estado de alerta prolongado, levando o cérebro a produzir sintomas que são tratados clinicamente, enquanto sua fonte permanece inalterada.

 

6. Interferências não detectáveis por exames clínicos

Outro fator frequentemente negligenciado diz respeito à influência de campos externos de consciência. Pensamentos e estados emocionais organizam-se por afinidade, formando campos de ressonância. Estados mentais prolongados podem atrair ou sustentar interferências externas que compartilham emoções, memórias e padrões psíquicos com o indivíduo.

Nessas situações, o sujeito relata que o pensamento não lhe parece próprio, a emoção surge sem contexto identificável e a mente permanece em atividade incessante. O sofrimento é amplificado, enquanto exames clínicos permanecem normais.

 

7. Limitações do tratamento centrado exclusivamente no cérebro

Quando a origem do sintoma não é puramente neurológica, observa-se um padrão recorrente de limitação terapêutica:

  • O medicamento reduz a intensidade, mas não promove libertação
  • A terapia cognitiva esclarece, mas não dissolve o núcleo gerador
  • O discurso evolui, enquanto a dor persiste

Trata-se, portanto, de um erro de nível: utilizar ferramentas adequadas para efeitos superficiais na tentativa de resolver causas profundas.

 

8. A dimensão espiritual e seus limites metodológicos

A exclusão da dimensão espiritual do ser humano constitui outro fator relevante no fracasso terapêutico. Estados mentais persistentes criam campos de sintonia que podem ampliar o sofrimento psíquico e físico. Ignorar essa dimensão equivale a silenciar o alarme sem extinguir o incêndio.

Por outro lado, é fundamental reconhecer que abordagens espirituais desprovidas de método, critério técnico e previsibilidade também falham. A substituição de método por crença, ou de técnica por sensibilidade subjetiva, compromete a segurança, a replicabilidade e a formação terapêutica responsável.

 

9. A necessidade de uma abordagem profunda e integrada

O sofrimento humano apresenta natureza multidimensional, envolvendo corpo, emoção, mente, campo vibracional e consciência. Qualquer abordagem que negligencie uma dessas dimensões compromete a eficácia do tratamento.

A transformação efetiva ocorre quando há reorganização do padrão emocional, elevação da frequência mental, dissolução de registros dolorosos, afastamento de interferências externas e restauração da autonomia psíquica. Sem esse processo, a melhora tende a ser incompleta e instável.

 

10. Considerações finais

Nem todo sofrimento psíquico é consequência de uma falha cerebral. Em muitos casos, o cérebro apenas expressa um desequilíbrio cuja origem reside em níveis mais profundos da experiência humana. Reconhecer essa complexidade não invalida a ciência; ao contrário, amplia seus horizontes epistemológicos e terapêuticos.

Compreender que quando o sintoma não é do cérebro, o tratamento também não pode ser constitui um passo fundamental para abandonar intervenções intermináveis e iniciar processos reais de libertação do sofrimento humano.

 

11. Nota do Autor

Sou Humberto Vieira, psicanalista e pesquisador independente, responsável pela pesquisa que deu origem à Pesquisa Animapura, iniciada em 1995 no então Centro Psiquiátrico Pedro II, no Rio de Janeiro, com estudo concluído em 2025.

Esta investigação foi idealizada pelo Espírito Eurípedes Barsanulfo, contando, segundo seus registros, com a colaboração de diversos especialistas da área da saúde que viveram na Terra em épocas passadas. O desenvolvimento e a condução metodológica da pesquisa receberam orientação espiritual atribuída à Dra. Nise da Silveira, cuja obra sempre se destacou pela defesa de uma compreensão ampliada, humanizada e não reducionista da saúde mental.

A Pesquisa Animapura não se propõe a estabelecer barreiras ou antagonismos em relação aos valorosos profissionais da medicina, da psicologia ou das terapias complementares. Seu propósito é oferecer um complemento epistemológico e terapêutico, ampliando os resultados já alcançados pelas abordagens tradicionais, especialmente nos casos em que o sofrimento persiste apesar de intervenções tecnicamente corretas e clinicamente bem conduzidas.

Parte-se do pressuposto de que a complexidade do sofrimento humano exige modelos igualmente complexos de compreensão e cuidado, nos quais diferentes campos do saber possam dialogar de forma ética, responsável e integrada, sempre em benefício do indivíduo em sofrimento.

Fale Conosco