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Brigas de casal - Dois bicudos não se beijam!

Dois bicudos não se beijam!


Quando o orgulho impede o afeto... e a inteligência abre o caminho

Humberto Vieira

 

Há relações que não se desfazem por ausência de amor, mas por excesso de rigidez. São encontros entre dois "bicudos": personalidades firmes, certezas inflexíveis, egos que se enfrentam como se cada conversa fosse um campo de batalha. Nesses vínculos, o beijo, símbolo do acordo silencioso entre duas almas, torna-se impossível. Não por falta de sentimento, mas por sobra de resistência.

O ditado popular traduz, com simplicidade desconcertante, um drama recorrente da vida a dois. Casais que se amam, mas não cedem. Que desejam proximidade, mas defendem posições como se delas dependesse a própria identidade. O diálogo se transforma em disputa; a divergência, em ameaça. Cada um fala para vencer, ninguém escuta para compreender.

Quase sempre, o problema não está no conteúdo das diferenças, mas na dinâmica invisível que sustenta o conflito. Orgulho ferido, memórias emocionais mal resolvidas, padrões antigos de defesa e ataque passam a conduzir a relação sem que o casal perceba. Discute-se o presente, mas reage-se a dores do passado. O outro deixa de ser companheiro e passa a ocupar, inconscientemente, o lugar de adversário.

Nesse ponto, a saída raramente surge de ambos ao mesmo tempo.

Ela costuma partir daquele que é mais inteligente emocionalmente, não o mais erudito, nem o mais persuasivo, mas o que percebe que vencer uma discussão pode significar perder o vínculo. Inteligência, aqui, é maturidade afetiva. É compreender que ceder não é fraqueza, mas escolha consciente. Que silenciar, em certos momentos, é preservar. Que ouvir é, muitas vezes, o gesto mais revolucionário dentro de uma relação.

Ainda assim, há situações em que a rigidez não nasce apenas da vontade. Ela é sustentada por camadas profundas do inconsciente emocional, por registros vibracionais antigos, por influências que mantêm o casal preso a um ciclo repetitivo de conflito, mesmo quando ambos desejam mudar. É nesse nível que muitas tentativas racionais falham.

A Terapia Animapura oferece ferramentas que atuam exatamente nesse campo mais profundo. Em vez de se limitar ao comportamento visível ou ao discurso consciente, ela trabalha a reorganização do inconsciente emocional, identificando os padrões que alimentam o orgulho, a defensividade e a incapacidade de ceder. Ao dissolver essas matrizes internas, abre-se espaço para uma nova forma de sentir, reagir e se relacionar.

Quando um dos dois inicia esse processo de amadurecimento interior, algo muda na dinâmica do casal. O conflito perde força, não por imposição, mas por esvaziamento. A relação deixa de ser um embate de vontades e volta a ser um encontro de consciências. O outro, muitas vezes, responde não às palavras, mas à mudança vibracional que se instala.

Dois bicudos realmente não se beijam.

Mas quando um deles suaviza o bico, com consciência, maturidade e auxílio adequado, o beijo volta a ser possível.

Porque amar não é concordar sempre.

É escolher o vínculo acima do orgulho.

E, quando necessário, buscar ferramentas que ajudem a curar o que impede o afeto de fluir.

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